Sair do aluguel é um dos maiores desejos de milhões de brasileiros que enfrentam mensalidades cada vez mais altas e instabilidade habitacional. Esse sonho pode estar mais próximo graças às novas condições do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que oferece subsídios e financiamentos facilitados para famílias de baixa e média renda.
Segundo Jader Filho, o ministro das Cidades, o programa já entregou mais de 8 milhões de moradias somente até 2024. Isso resultou na queda do déficit habitacional de 10,2% em 2009 — ano da criação do MCMV — para 7,6% em 2023. Se você deseja sair do aluguel e ser mais um contemplado pelo programa, o Guiadin explica como se inscrever e realizar o financiamento e quais as vantagens do MCMV.
Como sair do aluguel?
Para sair do aluguel com segurança e planejamento, uma das possibilidades é por meio de programas habitacionais públicos que oferecem condições acessíveis para adquirir a casa própria.
O principal e mais popular entre eles, o Minha Casa, Minha Vida foi relançado com novas regras em 2023 e atualizado em 2025 para ampliar o acesso à moradia digna.
Em 2025, o programa passou a atender famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, além de destinar uma quantidade de unidades a pessoas em situação de rua.
Isso significa que, em várias situações, o beneficiário paga apenas uma pequena parcela do valor total, com financiamento a longo prazo e juros reduzidos.
Além disso, o Governo Federal liberou linhas de crédito que podem chegar a R$ 500 mil, conforme a faixa de renda e da localização do imóvel.
Tal medida visa atender não apenas famílias em situação de vulnerabilidade, mas também trabalhadores formais que desejam conquistar estabilidade patrimonial, porém, não têm acesso ao financiamento de modos convencionais.

Financiamento Minha Casa, Minha Vida – Habitação Popular
O financiamento pelo MCMV é feito principalmente pela Caixa Econômica Federal, o principal agente operador do programa.
Os imóveis podem ser novos ou usados, em áreas urbanas ou rurais, mas devem atender aos critérios estabelecidos pelo governo.
O valor das parcelas é calculado com base na renda familiar, e o prazo de pagamento pode chegar a 35 anos. O objetivo é garantir que o beneficiário consiga sair do aluguel sem comprometer sua estabilidade financeira.
Já as faixas de renda para participar do programa são divididas da seguinte forma:
Renda para famílias residentes em áreas urbanas
| Faixa | Renda bruta familiar mensal |
| Urbano 1 | Até R$ 2.850,00 |
| Urbano 2 | De R$ 2.850,01 até R$ 4,7 mil |
| Urbano 3 | De R$ 4.700,01 até R$ 8,6 mil |
Renda para famílias residentes em áreas rurais
| Faixa | Renda bruta familiar anual |
| Rural 1 | Até R$ 40 mil |
| Rural 2 | De R$ 40.000,01 até R$ 66 mil |
| Rural 3 | De R$ 66.600,01 até R$ 120 mil |
Faixa de Classe Média
| Renda | Limite de renda (Mensal) | Valor do imóvel |
| Classe Média | Entre R$ 8.600,01 e R$ 12 mil | Até R$ 500 mil |
Iniciativa para pessoas em situação de rua (FAR)
Pessoas em situação de rua também vão conseguir participar do MCMV. A nova medida destinará 3% das moradias custeadas com o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), totalmente pelo Governo Federal.
Isso ocorrerá em 38 municípios, inclusive nas capitais e cidades com mais de mil pessoas “sem moradia” inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
Passo a passo para se inscrever no MCMV
Para participar do Minha Casa, Minha Vida e sair do aluguel, é necessário seguir alguns passos simples:
- Verifique sua faixa de renda: consulte se sua renda familiar se enquadra nas faixas do programa;
- Cadastre-se no CadÚnico: famílias da Faixa 1 devem estar inscritas no CadÚnico, algo realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e, depois, procurar a prefeitura ou o órgão responsável pelo programa na cidade;
- Simule o financiamento: a Caixa oferece uma página de simulação para calcular parcelas e condições;
- Procure uma agência da Caixa: leve seus documentos pessoais e comprovantes de renda de todos os membros da família;
- Escolha sua casa: o imóvel deve estar dentro dos padrões do programa e ser aprovado pela Caixa;
- Assine o contrato: após a aprovação de documentos, da renda e do imóvel, o contrato é elaborado e deve ser assinado pelas duas partes.
Quem pode participar do programa?
Não é permitido participar do programa se o interessado já tiver sido beneficiado por outro programa habitacional ou possuir imóvel residencial em seu nome. Assim, o Minha Casa, Minha Vida é voltado apenas para:
- Beneficiários do Bolsa Família ou BPC;
- Famílias com renda bruta correspondente às faixas estabelecidas pelo programa;
- Pessoas que não possuem imóvel próprio em seu nome e desejam comprar sua primeira casa, com intenção de morar nela;
- Trabalhadores formais e informais.
Além disso, o programa dá prioridade a:
- Cidadãos obrigados a deixar suas casas por conta de obras realizadas pelo Governo Federal;
- Comunidades tradicionais, como povos indígenas, quilombolas e outros grupos que preservam modos de vida ancestrais;
- Famílias com mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar, conforme previsto na Lei Maria da Penha;
- Famílias em situação de vulnerabilidade social;
- Famílias que perderam suas casas em razão de enchentes, deslizamentos ou outros desastres naturais, em locais onde foi decretada emergência ou calamidade pública;
- Idosos;
- Moradores de áreas consideradas perigosas, como regiões com risco de deslizamento ou alagamento;
- Mulheres chefes de família;
- Pessoas com câncer ou doenças raras, crônicas e que causam limitações progressivas;
- Pessoas com deficiência;
- Pessoas em situação de rua e sem moradia fixa.
Saiba as vantagens do programa
A tabela abaixo detalha os principais benefícios oferecidos a cada faixa de renda, com foco em subsídios e taxas de juros.
Tais números podem sofrer pequenos ajustes com base nas determinações do MCID e do Conselho Curador do FGTS, mas atualmente estão assim:
| Faixa de Renda | Principais benefícios | Taxas de juros (nominal anual) | Valor máximo do subsídio (desconto do governo) |
| Faixa 1 (Urbana e Rural) | Melhor opção para a população em vulnerabilidade social. | As mais baixas do mercado, a partir de 4% a 5% ao ano. | Máximo — pode chegar a 95% do valor do imóvel em alguns casos. |
| Faixa 2 (Urbana e Rural) | Subsídio significativo e taxas de juros muito reduzidas. | Taxas reduzidas, geralmente a partir de 4,75% ao ano, conforme a renda e região. | Até R$ 55 mil (quantia que varia conforme renda e localização). |
| Faixa 3 (Urbana e Rural) | Garante as menores taxas de juros do mercado para este público. | Taxas de juros com teto aproximado de 8,16% ao ano e longo prazo de pagamento — até 35 anos. | Não há subsídio direto. |
| Classe Média (R$ 8.600,01 a R$ 12 mil) | Juros mais baixos que os praticados pelo mercado, além de maior limite para comprar o imóvel — de R$ 500 mil (as demais faixas abrangem imóveis entre R$ 235 mil e R$ 286 mil). | Juros nominais de 10% ao ano (taxa facilitada). | Não há subsídio. |
Vantagens adicionais:
- Isenção de prestações (Faixa 1): famílias da Faixa 1 beneficiárias do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC) estão isentas do pagamento das prestações do financiamento, ou seja, o imóvel se torna 100% gratuito para essas pessoas;
- Uso do FGTS: é possível utilizar o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para compor o valor da entrada, amortizar ou liquidar o saldo devedor do financiamento em todas as faixas (exceto a Faixa 1 que recebe o maior subsídio);
- Teto do imóvel: o valor máximo dos imóveis varia conforme a faixa de renda e a localização (população do município), com tetos que podem chegar a R$ 286 mil em grandes capitais e R$ 500 mil na Faixa de Classe Média.
Sair do aluguel é possível
Se você deseja não ter mais de pagar aluguel e conquistar sua casa própria, o Minha Casa, Minha Vida pode ser o caminho ideal, por ser um programa que beneficia diferentes tipos de famílias com várias vantagens.
Com subsídios generosos, financiamento facilitado e prioridade para quem mais precisa, o MCMV representa uma oportunidade concreta de transformar sua realidade e a de seus familiares.



